Archive for novembro, 2008

Novas regras de call centers podem aumentar preços de planos de saúde

domingo, novembro 23rd, 2008

As novas regras de atendimento por call centers, juntamente com outras decisões que afetam diretamente as operadoras de planos de saúde, como a inclusão de novos procedimentos, devem impactar nos preços do setor.De acordo com o advogado, especialista em Direito da Saúde, Guilherme Pinese Filho, os custos para adequação às normas contidas no decreto que trata dos call centers, certamente serão repassadas para o consumidor.O advogado diz ainda que a iniciativa de regulamentar a prestação de serviço por telefone é louvável, pois visa ao bom relacionamento entre as partes contratantes. Entretanto, ele espera que a ANS se manifeste no sentido de pedir uma legislação própria para o setor, assim como aconteceu, segundo ele, com atendimento bancário.

ANS abre consulta pública para mudanças em planos de saúde coletivos

domingo, novembro 23rd, 2008

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) colocou em consulta pública na quinta-feira (20/11) o texto de duas resoluções preparadas para tentar frear os excessos cometidos na celebração de planos de saúde coletivos por adesão ou empresariais. Os textos alteram o conceitos destes planos e fixam novas regras para que os contratos sejam firmados.Nos últimos três anos, o número deste tipo de plano triplicou: de 1 para 3 milhões de usuários. Parte dos contratos é formada por grupos que estão longe de ser empresariais ou coletivos: há desde integrantes de condomínio, frequentadores de clubes esportivos e até famílias inscritas em pequenas empresas.O fenômeno é atribuido à estratégia usada por operadoras para escapar das regras estabelecidas pela lei que regulamenta o setor. Operadoras preferem planos coletivos, pois eles não precisam se submeter às regras mais rígidas estabelecidas pela lei. Os consumidores, por sua vez, vêem neste modelo uma saída para pagar mensalidades menores.Será dado prazo de um ano, a partir da entrada em vigor das resoluções, para que planos que não atenderem às exigências sejam interrompidos. O presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, admite que parte dos usuários terá de procurar alternativas. “Esse grupo precisa estar consciente que os planos que eles tem hoje pode ser uma armadilha”. É preferível procurar contratos mais seguros”.Fausto Pereira da Silva afirma que as resoluções vêm sendo estudadas há quase um ano e atendem a algumas propostas feitas por organizações de defesa de direitos do consumidor. A expectativa é que a resolução seja publicada, no maximo, no início de 2009.Uma das resoluções define que somente podem firmar plano de assistência coletivo por adesão conselhos de profissionais e entidades de classe em que seja obrigatório o registro para o exercício da profissão; sindicatos, centrais sindicais e federações; associações profissionais e cooperativas. Há possibilidade que outras entidades recebam esta classificação, más somente com avaliação prévia da ANS. Em planos de adesão com até 30 integrantes, haverá isenção de carência e de cobertura parcial temporária. Também é dado o prazo de 30 dias para entrada sem carências nos planos de saúde por adesão.A resolução impede que a operadora possa excluir diretamente o usuário do plano coletivo. Somente a cooperativa pode afastar um dos integrantes, por exemplo, que esteja em débito no pagamento das parcelas. Nos planos empresariais, o texto obriga que a empresa faça uma contribuição para o pagamento das mensalidades. Atualmente, empresas muitas vezes repassam o valor integral para funcionários. O texto da outra resolução traz regras para as administradoras de benefícios. A íntegra das resoluções para consultas pública pode ser obtida pela internet (www.ans.gov.br) 

Amil ultrapassa marca de três milhões de beneficiários

terça-feira, novembro 18th, 2008

Ao final de setembro de 2008, a Amil registrou 3,1 milhões de beneficiários (61,1% em planos corporativos, 21,2% em planos individuais e 17,7% em planos dentais), um crecimento de 18,2% em relação ao final do mesmo mês do anos anterior. Os planos de saúde corporativos incluem 94 mil membros em planos administrados. O crescimento do número de beneficiários, por segmento,  registrado entre 30 de setembro de 2007 e 30 de setembro de 2008 foi de 11,9% nos planos individuais, 12,7% nos planos corporativos e 54,8% nos planos dentais.

Comparado ao segundo trimestre de 2008, foi registrado um crescimento puramente orgânico de 3,6%. No acumulado do ano, frente ao final de 2007, a Amilpar já apresenta um crescimento de 16,5% na sua base de beneficiários. O crescimento orgânico da carteira tem sido uma das características históricas da companhia.

O número de beneficiários em planos dentais registrou no terceiro trimestre de 2008, um crescimento puramente orgânico de 54,8% em relação ao final de 2007. Este segmento continua a ser uma grande oportunidade de crescimento para a Companhia, principalmente em função do potencial de Cross Selling, além de ser um mercado com baixa taxa de penetração em relação aos planos médicos.

A Receita Operacional ajustada encerrou o terceiro trimestre deste ano com R$ 1.141, 2 milhões, uma variação positiva de 22,9% em relação a 2007. No acumulado do ano, esta Receita atingiu R$ 3.230,1 milhões, um crescimento de 27,9%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior e 4,5% acima do valor registrado em 2008

Amil e Medial

terça-feira, novembro 4th, 2008

Segundo o presidente da Amil, Edson de Godoy Bueno, a empresa não fez nenhuma oferta de compra pela concorrente Medial Saúde. A Medial também negou qualquer conversa nesse sentido e tem ressaltado, que, no setor, sua posição é de compradora.

Omint investe R$ 50 milhões em sede e revê crescimento

terça-feira, novembro 4th, 2008

A operadora de plano de saúde voltada para o público de alta renda Omint acaba de concluir um investimento de R$ 50 milhões para a construção de sua nova sede e está revendo sua projeção de crescimento para o próximo ano por conta do atual cenário econômico mundial.

Nos últimos 10 anos, o faturamento da operadora de saúde vem crescendo em média 14% ao ano.

Há 28 anos no Brasil, o investimento de R$ 50 milhões na nova sede, com 10 mil m2 de área útil, é o maior já efetuado pela operadora que planeja encerrar o ano com um faturamento de R$ 440 milhões. Em 2007, a receita da Omint somou R$ 388 milhões e o lucro líquido ficou em R$ 32,4 milhões, mesmo patamar registrado em 2006.

O plano de saúde pertence ao empresário argentino Juan Carlos Villa Larroudet, dono também da Omint Argentina. Porém, no país vizinho, onde foi fundada a empresa em 1967, a Omint também atende as classes B e C e tem um total de 400 mil beneficiários. As duas empresas operam de forma independente.

O principal concorrente da Omint no mercado brasileiro de planos de saúde premium é a Lincx, que tem um número menor de beneficiários. Apesar de contar com apenas 25 mil vidas, seu faturamento no primeiro semestre somou R$ 140 milhões. Nesse mesmo período, a Omint fechou com uma receita de R$ 211,6 milhões.

Planos de Saúde tem que melhorar sua imagem perante os usuários

domingo, novembro 2nd, 2008

Desde a criação da Agência Nacional de Saúde (ANS), em 2000, os conflitos entre planos de saúde e clientes, sejam eles pessoa física ou empresas, passaram a ser mediados com base em uma legislação forte. Más isso não foi suficiente para reduzir os conflitos, muito menos melhorar a percepção que os clientes tem dos serviços oferecidos. Pesquisa feita pela consultoria CVA Solutions - subsidiária da multinacional norte-americana CVM inc - mostra que os planos de saúde tem valor de percepção (custo-benefício) ruim frente a outros setores da economia. A nota dada pelos clientes para os planos de saúde, numa escala de 1 a 10, foi de 6,69, um resultado considerado bom, não fosse a base de comparação. Das 13 atividades econômicas analisadas, os planos de saúde só tem notas maiores que as companhias de celular e dos bancos. No demais, perdem para segmentos como eletrodomésticos (9,28), eletrônicos (9,05) e até mesmo os polêmicos serviços de assistência técnica.

E é a boa imagem de algumas empresas, especialmente as seguradoras de saúde, que puxam a performance do setor. O levantamento feito com quatro mil pessoas mostra que, em São Paulo, Bradesco Saúde, Sul América e Porto Seguro, são as empresas com maior atratividade líquida - indicador que mede a  atratividade das empresas, menos a rejeição. No Rio de Janeiro, Bradesco Saúde, Unibanco AIG Saúde e Amil foram as empresas que se destacaram na percepção dos clientes com alta atratividade e baixa rejeição.

Segundo Sandro Cimatti, sócio da CVA no Brasil, apesar de algumas empresasterem atratividade líquida baixa, o valor percebido pelos clientes é uma oportunidade para mudanças. Más essas empresas ainda precisam resolver um descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os usuários consideram importante.

A pesquisa mostra, por exemplo, que 60% dos clientes estariam dispostos a participar de programas de prevenção dos planos de saúde, desde que fosse oferecidos benefícios, como descontos na mensalidade. E mais, em busca de vantagens, 71% dos entrevistados também aceitariam começar suas consultas sempre com o mesmo clínico geral - uma medida que pode reduzir o custo médico das empresas. Prevenção é o atributo mais importante na avaliação dos usuários e o quarto mais importante na avaliação das empresas que contrataram os serviços de saúde. Porém, a grande maioria dos clientes nem sabe que seu plano de saúde oferece esses serviços, explica Cimatti.  

Medial Saúde adquire SAE

sábado, novembro 1st, 2008

A UN Diagnóstico, do grupo Medial Saúde, adquire o serviço de Análise Especializadas(SAE), empresa com mais de 50 anos de existência composta por 10 unidades de diagnóstico na cidade de São Paulo que oferece serviço em análises clínicas e medicina diagnóstica a pacientes, médico, hospitais, empresas, planos de saúde, além de prestar seviços a outros laboratórios. A negociação foi fechada em R$ 12,3 milhões. Quando efetivada a aquisição, a UN Diagnósticos contará com 56 unidades laboratoriais e poderá realizar 850 mil atendimento por mês. No ano passado, o SAE Laboratórios teve receita bruta de R$ 15,3 milhões.