Archive for dezembro, 2009

Amil divulga seu número de telefone para Marcação de Consultas.

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Os clientes dos planos Amil contam com um serviço de atendimento exclusivo para marcar suas consultas médicas. Por meio do número (11) 4208-1010, da Central Amil de Marcação de Consultas, os clientes podem agendar o melhor dia e horário para seu atendimento médico em diversas especialidades, com total comodidade, eficiência e agilidade. As consultas são realizadas em modernas e exclusivas estruturas, localizadas em pontos estratégicos e de fácil acesso da cidade de São Paulo e Grande São Paulo. Além dessa central, a Amil também coloca à disposição dos seus clientes um número exclusivo para a marcação de exames: (11) 4208-1188.

Empregado demitido pode ter garantia de seguro saúde por seis meses

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

O deputado Leandro Sampaio (PPS/RJ) apresentou, nesta quinta-feira, projeto de lei que garante ao empregado demitido a manutenção de plano de saúde durante seis meses, dividindo os custos com o empregador.

 

A proposta altera o art. 30 da Lei 9.656/98, que regulamentou o setor de saúde suplementar. O novo texto sugerido pelo parlamentar é o seguinte: “Art. 30. Ao consumidor que contribuir para produtos de que tratam esta Lei, em decorrência de vínculo empregatício, no caso de rescisão ou exoneração do contrato de trabalho sem justa causa, é assegurado o direito de manter sua condição de beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho”.

 

Além disso, é proposto que os direitos assegurados ao ex-empregado dependerão do pagamento integral das contribuições contratuais devida ao plano, que deverão ser suportadas pela empresa e pelo trabalhador, na mesma proporção estabelecida na vigência do contrato de trabalho, até o limite de seis meses para o empregador e enquanto durar a condição de beneficiário para o ex-empregado.

 

Ao justificar a proposta, o deputado afirma que, embora a Lei 9.656 já tenha assegurado ao ex-empregado o direito de manter-se como beneficiário do plano de saúde, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, a medida “vem se revelando insuficiente, pois a manutenção do benefício depende de o empregado assumir integralmente o custeio do plano ou seguro de saúde”.

 

O parlamentar lembra ainda que o trabalhador demitido tem que, imediatamente, promover um corte de despesas no seu orçamento, de modo a enfrentar a nova realidade. “Nesse ajuste, compreensivelmente, as despesas com o plano de saúde são justamente as primeiras a serem suprimidas, até porque o demitido tem esperança de que o desemprego seja transitório e que, em breve, possa encontrar um novo emprego e se encaixar em novo plano de saúde”, salienta Leandro Sampaio.

 

Ele diz que a alteração proposta é “medida suplementar que corrige esse ponto”, permitindo que o trabalhador demitido mantenha-se de fato no sistema, dividindo os custos, por até seis meses, com o ex-empregador. “Trata-se de um benefício transitório de auxílio ao empregado demitido e que vem constando com frequência na maioria das convenções coletivas que hoje se celebram. Na verdade, a proposta apenas estende um benefício corrente no mercado de trabalho às categorias menos organizadas e é perfeitamente compatível com os conceitos da moderna relação de trabalho”, conclui.

 

 

 

Amil anuncia OPA das ações da Medial Saúde

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

A Amil Participações informou ao mercado que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) concederam registro para realização da Oferta Pública de Aquisições de Ações (OPA) da Medial Saúde.

Segundo o registro, a Oferta Pública ocorrerá nesta segunda-feira, dia 28 de dezembro. Todos os detentores de ações da Medial dispostos a participar do leilão deverão habilitar-se junto a uma Corretora autorizada.

Marítima Seguros

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

A Susep aprovou a compra de 50% do total das ações ordinárias de Marítima Seguros pela Yasuda Seguros, que assume o controle acionário direto compartilhado daquela companhia, nos termos de acordo de acionistas firmado em maio deste ano.

 

Através da Portaria 3.359/09, a autarquia homologou ainda o aumento do capital social da Marítima de R$ 185,5 milhões para R$ 385,5 milhões, dividido em 37.636.184 ações ordinárias nominativas, escriturais e sem valor nominal e 11.672.207 ações preferenciais nominativas, escriturais e sem valor nominal.

 

Foi aprovado também o regime de capital autorizado, independentemente de reforma estatutária, até o limite de R$ 500 milhões, com emissão de ações ordinárias e/ou preferenciais, mediante deliberação do Conselho de Administração, a quem caberá fixar as condições da emissão, inclusive preço e prazo de integralização.

Gripe e crise afetam rentabilidade dos planos de saúde

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Aumento da sinistralidade reduziu os ganhos com crescimento no número de usuários, de produtividade e de faturamento.
O setor de planos de saúde ganhou quase 400 mil novos clientes durante todo o ano de 2009. Até junho, o número total de beneficiários somava 41,4 milhões, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). A receita chegou perto dos R$ 29 bilhões só no primeiro semestre de 2009 - foi de R$ 60,34 milhões em 2008. Por isso, há motivos para comemorar, mas a festa tem percalços.

Apesar da receita e do número de usuários, a rentabilidade das empresas foi comprometida por dois acontecimentos que não estavam nos planos: a crise financeira, que provocou demissões, especialmente nos primeiros três meses do ano, e o surto de H1N1, a gripe suína, que aterrorizou muitos brasileiros durante os meses de inverno deste ano de 2009.

Corrida aos hospitais “Quando as pessoas estão em situação mais instável, na iminência de serem mandadas embora, é comum aumentar a utilização dos serviços de saúde”, afirma André do Amaral Coutinho, diretor geral da Omint, rede que atende um público considerado de luxo no país. A explicação é simples.

Sabe aquele procedimento eletivo que há uns sete anos o médico vem pedindo? Pois 2009 foi o ano de realizá-lo. “Menisco que estava incomodando, problema na coluna, cirurgia de varizes, pinta que o dermatologista vem querendo tirar há tempos. A simples perspectiva de crise foi suficiente para levar as pessoas ao médico”, afirma Mauricio Lopes, diretor da seguradora Allianz Saúde.

Além disso, muitas empresas demitiram, mas mantiveram o direito a algunsmeses de bônus de utilização do plano de saúde para os funcionários.

“A boa notícia é que pudemos manter os clientes por mais tempo. Mas eles fizeram de tudo”, diz Lopes. “Claro que a crise nos afetou. Muitos contratos foram rescindidos”, afirma Helton Freitas, da Unimed- Belo Horizonte. “Mas mesmo assim conseguimos nos equilibrar.” As empresas também enfrentaram a gripe suína, que levou a um aumento de 30% na utilização dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais, segundo Coutinho.

“Chegamos a ter fila de três horas para os atendimentos em hospitais de primeira linha.” Despesas X receita Por causa do aumento no número de consultas estimulado pela crise e pela gripe suína, a sinistralidade -que é a despesa das empresas com uso dos serviços de saúde - aumentou.No caso da Omint, o customédico saltou de 73,7% no final de 2008, para 77% do faturamento agora. O resultado, ainda assim, é menor do que o registrado pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Em 2008, a sinistralidade média dos planos era de 79,78%, segundo cálculo feito pelo BRASIL ECONÔMICO combase nos dados da agência. No primeiro semestre, o custo médico subiu para 82,34%.

“As empresas tiveram em média umaumento de três pontos percentuais em seus custos neste ano”, afirma Coutinho, da Omint. Na Unimed, a variação foi semelhante. Na cooperativa de Minas Gerais, a taxa de sinistralidade chegou aos 82% neste ano. Um dos motivos foi o aumento da remuneração dos médicos.

“Os profissionais credenciados na Unimed Belo Horizonte ganharam gratificação de R$ 8.200 este final de ano.” Na Unimed Paulistana, a taxa foi bem menor: 77,5%. “Mas o ideal seria 75%”, diz Rafael Cavalcanti, diretor da unidade.

Nova configuração Coutinho diz que 2009 foi atípico para os planos de saúde. Mas o que vai marcar a passagem do ano não são as dificuldades e sim a nova configuração do setor, sinalizada após a gigante Amil adquirir a Medial. Daqui para frente, a consolidação vai se acelerar e três tipos de empresas devem sobreviver: as gigantes, as empresas regionais (cooperativas) e as de nicho.

A partir de 2010, a consolidação do setor vai se acelerar e apenas três tipos de empresas devem sobreviver: as gigantes (formadas por fusões como as da Amil coma Medial), as regionais (representadas pelas cooperativas médicas como a Unimed) e as de nicho, como as voltadas para as classes A/B.

MOVIMENTO CONJUNTO

10,45% foi o aumento dos gastos médicos neste ano, de acordo com o índice de variação dos custos médico-hospitalares (VCMH), calculado em conjunto pelas operadoras de planos de saúde Amil, Bradesco, Golden Cross, Intermédica, Medial e Sul América.

ACERTO OFICIAL

6,76% foi o reajuste das tarifas dos planos de saúde autorizado pela Agência Nacional de Saúde (ANP) em 2009. A variação fixada pela agência é questionada pelas empresas, que afirmam que o percentual não reflete a realidade do setor.

MEDIAL

2 milhões é o total de beneficiários da Medial, que teve 52% de seu controle adquirido pela Amil este ano, por R$ 612,5 milhões. Incluindo a compra das ações dos minoritários, a operação vai girar R$ 1,2 bilhão. A Medial abriu capital em setembro de 2006.

AMIL

3 milhões de clientes era o mercado da Amil no Brasil antes

da compra da Medial. A Amil ganhou fôlego para efetuar a compra em outubro de 2007, quando ingressou na Bovespa. Sua oferta inicial de ações conseguiu captar R$ 1,2 bilhão.

A GIGANTE

5 milhões de usuários é o tamanho da gigante criada pela fusão entre Amil e Medial, anunciada no dia 19 de novembro. A união criou uma empresa com 10% do mercado brasileiro de planos de saúde e com uma carteira de 986 mil em planos dentais.

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As cooperativas médicas, como a Unimed, cresceram em média 15% ao ano desde 2003 e são uma das apostas para o setor de planos de saúde nos próximos anos.

A Omint cresceu 9%, fechando o ano com faturamento de R$ 478 milhões. Continuará a fazer a mesma aposta: apenas serviços diferenciados para a classe alta.

A Lincx, ao contrário, quer também um público menos abastado. A Allianz sai atrás do prejuízo que teve com a perda de clientes, procurando atrair pequenas e médias empresas.

 

Allianz Saúde em busca do cliente perdido

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Com 140 mil clientes, seguradora volta a investir em clientes de pequenas e médias empresas
Não é de hoje que a sobrevivência de empresas pequenas, com até 150 mil clientes, é discutida no mercado de planos de saúde. A dúvida é a seguinte: faz sentido manter uma operadora pequena quando os concorrentes vêm mostrando vontade, e condições financeiras, para fazer consolidação?

De acordo com Mauricio Lopes, diretor da Allianz Saúde, o conceito de pequeno é muito relativo no setor de saúde. “Essa discussão sobre o tamanho mínimo das operadoras é patrocinado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) com base em alguns fatos: para manter uma operação na área de planos, uma empresa precisa ter capital mínimo, escala, operacionalidade e rentabilidade. E muitas pequenas não conseguem isso”, afirma o executivo.

O caso da Allianz Saúde, que tem 140 mil vidas, é bem diferente, garante Lopes. “Estamos dentro de uma operação multinacional, nosso problema não é escala”, afirma. “Trabalha comigo toda a área jurídica, atuarial e de atendimento da multinacional. Isto faz com que nossa despesa administrativa seja baixa.”

A área de saúde foi colocada como prioridade para o desenvolvimento da seguradora no Brasil em 2010. Lopes sabe que tem muito trabalho pela frente. A empresa teve um crescimento parco em 2008 e em 2009, por conta não só das dificuldades do mercado. “No final de 2008, perdemos importantes carteiras de clientes,mas já notamos uma tendência de recuperação”, diz.

O faturamento da empresa chegará a R$ 370 milhões neste ano, resultado 4,5% superior ao de 2008, de R$ 354 milhões. Porém, a Allianz Saúde tem recebíveis de R$ 400 milhões. O valor é alto para o tamanho da carteira por conta do formato de produto de saúde da seguradora, voltado para o mercado corporativo, mas de olho no alto escalão. “Não atendemos o chão de fábrica”, afirma Lopes.

A empresa acredita que trabalhar com produtos básicos torna mais difícil manter o padrão de qualidade. “Um transplante complicado pode acabar com o fluxo de caixa de uma operação”, afirma.

Estratégia de expansão

Para colocar sua expansão de volta aos trilhos, a Allianz Saúde está relançando seu produto voltado para pequenas e médias empresas (PME), com até 99 vidas. O momento é o certo desta vez. A expectativa da empresa é que o desenvolvimento econômico leve ao crescimento de empresas menores.

A seguradora possui hoje 24 mil clientes na área de PME e quer aumentar esta carteira em 30% já no primeiro ano. “Nosso foco é atingir o empresário, que muitas vezes saiu de uma multinacional, e que quer manter o padrão de qualidade na saúde.”

Para atender estes clientes, a empresa criou um modelo de atendimento express, com cotação 100% on-line. “A operação feita de forma digital evita a impressão de papéis e o processo também traz maior segurança jurídica ao cliente”, afirma.

“Essa discussão sobre o tamanho mínimo das operadoras é patrocinada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) com base em alguns fatos: para manter uma operação na área de planos, a empresa precisa ter capital mínimo, escala e rentabilidade

Um plano de saúde só para os idosos

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

O novo diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, assumiu o cargo e já defende a estruturação de um plano de saúde específico para idosos.
Responsável por um mercado que envolve 41,5 milhões de brasileiros, o médico reconhece que os convênios estão se tornando inviáveis para a população acima dos 60 anos de idade. Ele também defende reajustes diferenciados por plano.

Mensalidades abusivas dos modelos individuais - típicas de quem se desligou de empresas e agora só conta com esse tipo de contrato- têm expulsado idosos das carteiras convencionais, o que já se tornou até objeto de ação civil pública.

Ex-funcionário da Medial, Ceschin tomou posse há uma semana, apesar de abaixo-assinado de 62 organizações de defesa do consumidor, que protestaram contra o fato de ele e do novo diretor de Fiscalização, Leandro Tavares (Amil), serem do mercado de planos.

Pesquisa financiada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) também é favorável a reajustes diferenciados e novos modelos de contratos para idosos. Com aportes das seis maiores (Bradesco, Sulamérica, Golden Cross, Amil, Medial e Intermédica), o estudo mostra que o custo dos procedimentos subiu 14,22% em 2009, enquanto consultas representaram entre 10% e 60% dos gastos das operadoras.

 

Custo de planos de saúde subiu, diz estudo

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

São Paulo - Uma pesquisa financiada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) tenta demonstrar a necessidade de novas regras para os planos de saúde, como a adoção de reajustes diferenciados, novos modelos de contratos para idosos e criação de perfil de usuários. O IESS é fomentado por seis das principais operadoras de planos e seguros de saúde: Bradesco, Sul América, Golden Cross, Amil, Medial e Intermédica.

Segundo o estudo, houve um aumento médio de 14,22% no custo dos procedimentos médico-hospitalares entre junho de 2008 e maio de 2009. Nos últimos três anos também foi registrado crescimento na frequência de consultas e internações, que representam, respectivamente, 10% e 60% dos gastos das operadoras.

“Ainda temos que analisar mais profundamente as razões, mas acredito que haja um pouco de desperdício. O usuário está pagando e quer usar o plano, às vezes sem necessidades”, disse o diretor do IESS, José Cechin, ex-ministro da Previdência no governo Fernando Henrique Cardoso.

Desde o ano passado também tem havido um crescimento vertiginoso do número de terapias, como psicoterapias, fisioterapia e acompanhamento nutricional. Esses tratamentos passaram a ser cobertos pelos planos em abril de 2008. O impacto nas despesas médicas pagas pelo plano, no entanto, são de apenas 4%.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira, o diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, mostrou-se favorável à adoção de reajustes diferenciados, novos modelos de planos para idosos e criação de perfil de usuários. Ex-diretor do plano de saúde Medial, Ceschin assumiu o cargo há uma semana sob protestos de entidades de defesa do direito dos consumidores.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é contra os pontos que já estão sendo avaliados internamente pela ANS. A advogada do Idec, Juliana Ferreira, diz que qualquer uma das três mudanças seriam contrárias ao Código de Defesa do Consumidor. “O que precisamos é que os planos sejam gerenciados. A cada acontecimento, a primeira alternativa é onerar ainda mais o consumidor.”

O diretor do IESS diz que o reajuste diferenciado e as classificações segundo perfis de usuário serviriam para tornar os planos mais atrativos para os mais jovens e saudáveis. “Cada vez mais os planos só são atrativos para os menos saudáveis.”

A diretora da Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Solange Beatriz Mendes, que representa as seguradoras especializadas em saúde, concorda quanto à insustentabilidade do modelo atual no longo prazo. “Para proteger os idosos, que realmente precisa de um modelo diferenciado, os mais novos acabam tendo de subsidiá-los.”

Solange e Cechin também são favoráveis à criação de planos por perfis de usuário. Assim, quem tem hábitos saudáveis, como prática de atividades físicas, pagariam menos do que aqueles que adotam condutas tidas como de risco, como fumar.

A pesquisa do IESS foi realizada em um universo de 1,2 milhão de beneficiários de planos individuais (novos ou antigos) das seis operadoras para as quais o IESS presta consultoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 

Seguro DPVAT: Saiba quem tem direito

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Seguro obrigatório é pago por motoristas para indenizar vítimas de trânsito.
Valor cobrado anualmente para motos é 36% maior do que para carros.

Motos pagam mais por serem responsáveis por 56% dos acidentes e 47% das indenizações pagas.Todos os anos os donos de veículos são obrigados a pagar junto com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) o chamado DPVAT. Mas a maioria dos motoristas desconhece a finalidade da taxa e os direitos sobre o valor pago.

O seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre, ou DPVAT, é obrigatório por lei (6.194/74) e utilizado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito causados por veículos motorizados que circulam por terra ou por asfalto.

Ou seja, toda pessoa que sofre um acidente (seja motorista, passageiro do veículo ou pedestre) tem direito a ser indenizada - independentemente de quem seja a culpa - por morte, invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas.

“O DPVAT é um seguro pago somente pelos proprietários de veículos, mas que toda população nacional tem direito, pois qualquer pessoa que vier a ser vítima de um acidente de trânsito será indenizada”, afirma Ricardo Xavier, diretor-presidente Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT

Nos casos de morte, os herdeiros da vítima são indenizados em R$ 13,5 mil. Para invalidez, a indenização é de até R$ 13,5 mil e varia de acordo com a gravidade das sequelas. Em relação às despesas médicas, o valor reembolsado é de até R$ 2.700.

“Em caso de invalidez, a indenização é de acordo com o dano e os valores são determinados por lei”, diz o presidente da Seguradora Líder. Segundo a tabela de indenização, quem perde os movimentos do braço, por exemplo, tem direito de receber R$ 9 mil ou se o acidentado ficar cego de um olho, é indenizado em R$ 6.750.

Pesquisa relaciona dieta à base de soja a ação contra tumores de mama

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

Estudo chinês acompanhou alimentação de 5.042 mulheres.
Dados científicos, no entanto, ainda são inconclusivos.

A relação entre o consumo da soja e seus produtos e o câncer feminino, especialmente o de mama, é controversa e não resolvida. Uma pesquisa publicada na edição desta quarta-feira (9) da revista da Associação Médica Americana traz mais uma guinada na trajetória tortuosa dessa relação. Pesquisadores chineses conseguiram relacionar a ingestão de produtos à base de soja com a diminuição tanto da mortalidade quanto do retorno do tumor em pacientes em tratamento para câncer de mama. Para chegarem a essa conclusão, os cientistas acompanharam mais de 5 mil mulheres, durante cerca de 4 anos, em média, e registraram seu padrão dietético. A soja e os produtos derivados dessa leguminosa contêm isoflavonas, um composto químico natural que atua sobre o estrogênio, um hormônio feminino. O estrogênio está diretamente ligado ao desenvolvimento e ao resultado do tratamento dos tumores malignos das mamas. Nessas idas e vindas, típicas das pesquisas científicas, as isoflavonas já foram correlacionadas ao crescimento dos tumores de mama e ovários. Também já foram correlacionadas de forma positiva à saúde cardiovascular e dos ossos. As mulheres orientais consomem soja e seus produtos com bastante frequência. Apesar de essas substâncias estarem cada vez mais presentes na dieta ocidental, seu consumo ainda é pelo menos 9 vezes menor do lado de cá do mundo. Por outro lado, o mecanismo de ação dessas substâncias naturais é semelhante ao do medicamento mais utilizado e eficiente contra esses tumores, o tamoxifen. Esses efeitos aparentemente opostos foram documentados em pesquisas que mostraram que as duas substâncias, a natural e o medicamento quimioterápico, podem trabalhar juntos – ou um contra o outro. No estudo chinês, os pesquisadores de Xangai trabalharam com colegas norte-americanos e sua observação levou a um resultado surpreendente. O consumo de soja e seus produtos no grupo estudado está inversamente relacionado à mortalidade por câncer de mama e também à recorrência do tumor.