Fonte: Página Einstein - Veja 13 março
A vacina contra o vírus influenza A deve reduzir o contágio e o numero de casos graves no País.
Nos próximos meses, o Brasil estará mobilizado para a vacinação contra o influenza A - H1N1, vírus causador da gripe suína. O Ministério da Saúde prevê que 63 milhões de pessoas dos grupos definidos como de maior risco serão imunizadas. Além daqueles apontados como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - profissionais de serviços de saúde, indígenas, grávidas em qualquer período da gestação e pessoas com doenças crônicas como asma, diabetes e cardiopatias, o governo brasileiro inclui crianças de 6 meses a 2 anos e adultos entre 20 e 39 anos. A decisão foi baseada na análise dos dados da primeira onda de pandemia ocorrida no País, que apontam uma incidência significativa de casos graves nessas faixas etárias.
Entre abril e dezembro de 2009, o Brasil registrou 39.679 casos da doença, com 1.705 óbitos. Será diferentes este ano com a vacinação?
Há um consenso no meio médico-científico de que a vacinação reduzirá consideravelmente o contágio pelo vírus H1N1, assim como o número de casos graves e óbitos. Indiretamente, a ação trata benefícios também para as pessoas não vacinadas. Com milhões de indivíduos imunizados, haverá uma queda na circulação do vírus entre a população e, conseqüentemente, uma redução do risco de contágio.
A vacina contra o H1N1 demonstrou eficácia de imunização (produção de anticorpos contra a doença pelo organização do individuo) superior a 80% nos países em que já foi aplicada. Ou seja, pouco tempo de utilização, observou-se que ele apresenta um índice semelhante ao da vacina antigripe comum, que protege contra outros tipos do vírus Influenza e pode ser tomada paralelamente à da H1N1.
A imensa maioria das pessoas não tem qualquer reação á vacina, segundo dados da OMS e avaliações feitas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. No entanto, em alguns casos, tem sido registrados mais efeitos colaterais em pacientes que receberam a vacina contra o H1N1 do que naqueles vacinados contra a gripe sazonal, o que pode decorrer de uma vigilância maior por ser uma vacina nova. A única contraindicação é para as pessoas que tem alegria a ovo, que não devem receber a vacina.
Há outros mitos que precisam ser derrubados, como o de que a vacina poderia eventualmente, causar a gripe H1N1 na pessoa imunizada ou ser responsável por complicações em gestantes. A vacina adotada no Brasil é produzida com vírus inativa do (morto) e fracionado. Ou seja, se alguém vacinado tiver gripe, ela terá sido provocada por um dos outros inúmeros vírus de gripe e não pelo H1N1. Em grávidas um dos grupos de risco mais suscetível, a vacina é especialmente importante, pois além de proteger a gestante, reduz em mais de 60% as chances dessa gripe ns bebês nos primeiros meses de vida.
Aqueles que não estão nos grupos de risco definidos pelo Ministério da Saúde e querem assegurar proteção contra o H1N1 têm como opção procurar clinicas e hospitais particulares que oferecerão a vacina, cobrando pela dose. Independentemente da vacinação, porém, é preciso manter os cuidados preventivos: evitar contato com pessoas gripadas e aglomerações, lavar sempre as mãos (ou usar álcool em forma de gel) e, se tiver sintomas gripais, cobrir o rosto ao espirrar, usar lenços descartáveis e lavar as mãos após contato com secreções respiratórias. Além disso, em caso de sintomas como febre alta, tosse, dor de cabeça, muscular e nas articulações, procure atendimento médico.