FAÇA UM CHECK-UP DO SEU PLANO DE SAÚDE

Fonte: Página Einstein - Veja 5 de maio

A leitura cuidadosa do contrato pode ajudar na escolha da melhor cobertura e evitar transtornos futuros.

O Brasil tem cerca de 42 milhões de beneficiários de plano ou seguros privados de assistência médico-hospitalar. É comum que, por desinformação, essas pessoas sejam surpreendidas com situação como a falta de cobertura de determinados procedimentos. Essas surpresa poderia ser evitada se tomassem uma precaução: ler o contrato de seu plano antes de adquiri-lo ou utilizá-lo. As informações ali contida sobre coberturas, carência e exclusões são tão mais relevantes que conhecer a rede de hospitais e outros prestadores credenciados, detalhes aos quais se costuma das mais atenção.

O alerta vale para todos os planos, mas os que foram contratados antes de 2 de janeiro de 1999 merecem mais atenção, pois só a partir dessa data é que entrou em vigor a regulamentação do mercado de saúde suplementar. Nesses planos mais antigos, que contemplam 22% do total de beneficiários do País, vale somente o que está escrito no contrato.

Os planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999 seguem na lista mínima de exames e procedimentos estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os procedimentos cobertos são os mesmos em qualquer tipo de plano, seja o básico ou o superior. As diferenças estão na rede de hospitais, laboratórios e outros prestadores credenciados. Portanto, é um equivoco trocar de operadora ou categoria de plano para obter mais coberturas. A lista tem sido acompanhar a evolução da tecnologia médica. As próximas mudanças entrarão em 7 de junho de 2010, englobando dezenas de novos procedimentos e tecnologias, como o transplante alogênico de medula óssea (entre doador e receptor diferentes), o pet-scan ontológico e algumas cirurgias torácicas por vídeo.

Os planos do tipo livre escolha, que reembolsam as despesas do beneficiário, também devem ser analisados com atenção. Os níveis de reembolso variam de acordo com a operadora e a categoria do plano. Poucas pessoas, porem, verificam as tabelas. Só tomam conhecimento delas quando recebem reembolso menores do que o valor do procedimento. Um caminho para evitar surpresas é solicitar à operadora de seu plano uma prévia cobertura e reembolso antes de se submeter a algum exame ou procedimento. Para quem pretende controlar um plano individual, é recomendável avaliar o contrato cuidadosamente antes de assiná-lo e procurar um plano que atenda às necessidades atuais e futuras do beneficiário e seu dependentes, levando em conta principalmente as faixas etárias. A troca de plano deve ser igualmente cuidadosa, especialmente nos casos de doenças preexistentes, que podem perder suas coberturas.

Já os beneficiários de plano empresariais e de adesão coletiva, que representam cerca de 80% do total, têm menos opção de escolha de operadoras, categorias e condições contratuais, uma vez que a negociação é feita diretamente pela empresa contratante. Ainda assim vale a mesma recomendação: faça um check-up do contrato para tirar todas as dúvidas. Afinal, tão importante quando ter um plano de saúde é saber que direitos ele proporciona a quais são seus limites. E vale lembrar que não tem um plano de saúde pode resultar em gastos relevantes em caso de doenças graves ou emergências

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